Memórias e Histórias (2000-2007)

Recuerdos y vivencias de nuestro hogar: El periodista Raimundo Pancho Filho

As memórias e as vivências sonoras a partir da nossa casa, nas minhas recordações, carregam uma quantidade e qualidade, aos poucos absorvidas e curtidas (não falo de likes!) através da radiola e dos diversos discos de vinil. Discos, né?! LPs… Nasci na metade da década de 1970, em pleno regime militar, ainda nos anos de chumbo. Não tinha ideia… Filho de um jornalista e de uma pedagoga, que me proporcionaram, diariamente, as melodias letradas e imortalizadas da galera da MPB politizada, inclusive em caráter regional: frevo, forró, ciranda, coco, maracatu e música psicodélica. Cálice! Estratégias de grandes artistas para passarem o recado nas entrelinhas, “chancelados” pelos mecanismos da censura ditatorial. Underground!

Ademais, aprendi com o velho Pancho, nome de revolucionário – brabo que só a gota – e meu pai, a contemplar o universo das frequências/bandas radiofônicas. Frequentei os estúdios de rádios AM, além de diversas redações jornalísticas. Desde os impressos aos televisivos. Seu Raimundo sempre esmiuçou as engrenagens daqueles meios de comunicação. Conheci os profissionais e suas funções, mas também os recursos tecnológicos utilizados naqueles espaços: telex, máquina de datilografia, chapas offset, câmeras etc.

Na década de 1980, inclusive, conheci in loco e percebi o verdadeiro sentido e o significado de uma GREVE. Em uma época, ainda, sem o aporte legal da Carta Magna promulgada em 1988, profissionais de um dos principais veículos da imprensa pernambucana, literalmente, permaneceram acampados na sede do jornal, reivindicando seus direitos.

Essas vivências foram, consequentemente e, para além do caráter no processo de formação política, incorporadas nas atividades da Moondo Records. Do apoio aos fanzineiros, responsáveis pela circulação de informações sobre o cenário underground, perpassando pelos informativos impressos regularmente distribuídos pela Moondo, somando-se a escrita de relatos de turnês e o gerenciamento/compartilhamento das atividades do selo no site oficial. Exército (e exercício) de um homem só!

Eu precisei, por motivos de saúde, pular o planejamento sobre a sequência de postagens. Meu pai esteve doente, recebeu alta ontem (30/12/2025). Não estou romantizando o momento. Mas, evidenciando algumas situações e novas experiências, bem como o reconhecimento de outros artistas, entre os anos de 2006-2007, que confiaram no trabalho da Moondo Records no agenciamento e na gestão de suas atividades musicais. Não vou citar nomes, mas alguns artistas/músicos e bandas reconhecidas regionalmente e no cenário nacional estiveram na “casa”.

Mas, qual o sentido do título deste post? A Moondo Records, em parceria com o jornalista Raimundo Pancho e uma empresa do setor gráfico e literário, foram responsáveis pela produção pioneira e o lançamento da revista CARUARU 150 ANOS, lançada pela Comunigraf Editora. Nesse projeto, eu fui um aluno dedicado e aprendi bastante. Atuei como produtor da revista, fotógrafo, digitador, pesquisador e motorista nas diversas viagens Recife/Caruaru/Recife.

Revista CARUARU 150 ANOS. (Foto/Imagem: Acervo Moondo Records).
Revista CARUARU 150 ANOS. (Foto/Imagem: Acervo Moondo Records).

UM EXCELENTE 2026 PARA VOCÊS! MUITA SAÚDE, CONQUISTAS E METAL DIARIAMENTE!

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