
SANGUE UNDERGROUND
Não nasce nas veias.
Tudo é processo, construção.
Quando coagula, é rochedo.
Rocha secular e contínua.
Sangue que a ciência não ousa explicar.
Sangue pesado, musical, expressão cultural.
Subterrâneo, legítimo, atemporal.
Underground que agrega.
Underground não segrega.
É sangue universal.
Sente o movimento do som…
Bate cabeça, ajuíza e reafirma as raízes.
O Rock e o Metal “bluetralmente” negro!
O poder é Black!
Olha as próprias veias.
Tua hora vai chegar… No Sabbath, perpetuar.
Coagulou? Parabéns!
Vivenciando, nem tente explicar.
Gerações virão: filhos, agregados, netos…
Não há certeza ou nada certo.
O underground é sangue ao avesso.
Quando ocupa as artérias, não há palavras e tampouco preço.
Em lugares ou em tempos diversos…
Do maluco beleza ao banger, ninguém é perverso.
Sangue distorcido, médio ou grave soando nas cornetas.
É show porrada, povoado de mantas pretas.
Disco vinil, fita cassete… Nem as cópias VHS representam o auge.
Discordou? Questione!
Sinal que teu sangue é underground!
Por Edmundo Monte, em 15/04/2024.
Um pensamento em “Sangue Underground”